A saúde feminina é regida por um intrincado sistema hormonal, que influencia não apenas o ciclo menstrual, mas também o metabolismo, a energia, o humor, a fertilidade e até a resposta a nutrientes e medicamentos.
Dentro desse cenário, os testes genéticos surgem como aliados estratégicos para compreender predisposições e guiar condutas clínicas de forma mais personalizada e eficaz.
Genes que Impactam Hormônios e Fertilidade Feminina
1. MTHFR (rs1801133 e rs1801131) — Qualidade Reprodutiva
O gene MTHFR é essencial para transformar o ácido fólico em sua forma ativa (5-MTHF), fundamental para a metilação, produção de neurotransmissores e maturação dos óvulos.
- Variantes de risco: podem indicar maior necessidade de suplementação ativa de folato, junto com vitaminas B2, B6 e B12.
- Impactos clínicos: pode haver tensão pré-menstrual (TPM) mais intensa, com alterações de humor, abortos de repetição, baixa resposta ao ácido fólico sintético.
2. COMT — Metabolismo de Catecolaminas
O gene COMT regula a degradação de dopamina e adrenalina.
- Baixa atividade da enzima: pode levar ao acúmulo de catecolaminas, provocando irritabilidade, insônia, cólicas intensas e maior predisposição a disfunções hormonais.
- Impactos clínicos: ansiedade, maior sensibilidade ao estresse, TPM emocional.
3. IL-6 e TNF — Inflamação e Saúde Reprodutiva
Esses genes codificam citocinas pró-inflamatórias que afetam diretamente o equilíbrio hormonal e, por consequência, o ambiente uterino.
- Alterações genéticas: aumentam a propensão à inflamação crônica, prejudicando a ovulação e elevando a intensidade da dor pélvica.
- Impactos clínicos: resposta inflamatória acentuada durante o ciclo, que pode gerar SOP, endometriose, infertilidade.
4. CLOCK — Ritmo Circadiano e Ciclo Hormonal
O CLOCK é um dos principais reguladores do ritmo biológico, influenciando a liberação hormonal e os ciclos ovulatórios.
- Variantes de risco: podem prejudicar a regularidade menstrual e a qualidade do sono.
- Impactos clínicos: ciclos irregulares, dificuldade para engravidar, fadiga persistente, distúrbios do sono.
5. FTO e TCF7L2 — Metabolismo, Insulina e Disfunções Hormonais
Esses genes regulam o apetite, o metabolismo da glicose e a sensibilidade à insulina.
- Alterações: aumentam o risco de resistência insulínica, condição que impacta diretamente a ovulação e a saúde hormonal.
- Impactos clínicos: SOP, dificuldade para perder peso, compulsão alimentar no ciclo, infertilidade.
Como a Genética Apoia a Prática Clínica
Com os testes genéticos da DGLab, o profissional de saúde pode:
- Identificar causas ocultas de TPM intensa, ciclos irregulares ou infertilidade;
- Ajustar dieta e suplementação de forma totalmente personalizada;
- Prevenir ou modular quadros de SOP e endometriose;
- Aprimorar o estilo de vida com base no cronotipo genético;
- Monitorar riscos genéticos que afetam a saúde ginecológica e emocional.
Conclusão: Ciência Aplicada ao Cuidado Feminino
Ao compreender o perfil genético de cada paciente, é possível substituir abordagens genéricas por condutas mais assertivas, integradas e eficazes.
Os testes genéticos revelam o “porquê” dos sintomas e permitem que a intervenção seja feita diretamente na causa, não apenas no efeito.
Conheça os testes genéticos da DGLab e eleve o cuidado com a saúde feminina a um novo patamar de personalização.
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