A nutrição integrativa é uma abordagem nutricional que tem como principal característica o cuidado integral do paciente. Ela reúne uma série de cuidados ao indivíduo a fim de prevenir doenças e melhorar sua saúde. 

Nesse sentido, a nutrigenética vem como uma das ferramentas importantes para a nutrição integrativa. Nesse artigo falamos um pouco mais dessa relação. 

Confira!

O que é Nutrição Integrativa?

A Nutrição integrativa é uma abordagem de tratamento e atenção ao paciente que, como o próprio nome já diz, integra todas as partes que formam o indivíduo: a biológica, a emocional e a social. 

Isso facilita uma conduta mais ampla e ao mesmo tempo mais individualizada. O bom disso é que aumenta a adesão ao tratamento por cuidar também de todo o contexto em que o paciente está inserido.

Integrativa e funcional: qual a diferença? 

A nutrição funcional engloba todas as propriedades dos alimentos e efeitos particulares que eles terão nos pacientes e que na maioria das vezes são diferentes, pois leva-se em conta o conceito de individualidade biológica.

Já a nutrição integrativa considera o indivíduo em sua complexidade biológica e mental, e por isso quando bem aplicada pelo profissional (aliada ou não à abordagem funcional) resulta em resultados sólidos e duradouros aos pacientes.

Mas é importante saber que tanto a abordagem integrativa quanto a  nutrição funcional podem coexistir na conduta clínica, se complementando. 

Qual a relação com a nutrigenética?

A nutrigenética tem grande relação com a prática integrativa. Um dos aspectos fundamentais da nutrição integrativa é considerar o indivíduo como um todo, ou seja, não apenas fazer um plano alimentar para tratar a hipercolesterolemia que ele apresenta, por exemplo. Mas investigar as causas, sejam elas comportamentais ou ambientais, que levaram o paciente a desenvolver essa condição. 

Assim, se o nutricionista tem a informação genética de como prevenir e tratar qualquer condição que possa comprometer a saúde e qualidade de vida do paciente, a conduta fica muito mais assertiva com um olhar integral muito mais aprofundado.

É como se colocássemos uma lente de aumento nos reais problemas daquela pessoa, e assim podemos apresentar soluções compatíveis.

Nutrição Integrativa na prática clínica 

Podemos dizer que a aplicação na prática clínica se baseia em 4 grandes pilares:

  1. Escuta ativa: para entender qual a queixa e causa dos problemas apresentados pelo paciente;
  2. Raciocínio clínico: conseguir montar no momento da anamnese o quebra-cabeças dos sintomas e como eles se conectam;
  3. Solicitação de exames: tanto os testes bioquímicos quanto os genéticos fazem parte da conduta nutricional, principalmente quando há prescrição de suplementação envolvida;
  4. Conduta individualizada: diante do panorama de tratamento, cabe ao nutricionista entender o que esse paciente é capaz de realizar no momento, prescrevendo um plano alimentar e suplementação adequados a cada caso, e assim evitando a sobrecarga emocional do paciente, que pode gerar o abandono do acompanhamento nutricional.

Assim, a nutrição integrativa torna a atuação do nutricionista mais completa, conseguindo entregar mais qualidade de vida e bem-estar às pessoas.

Letícia Falquetti – CRN3: 53265
Nutricionista com mestrado em patologia experimental pela USP
Experiência Clínica em dietoterápico adulto e fitoterapia, trabalhando principalmente com antioxidantes e câncer de cólon
Cursa especialização em genética com ênfase em prescrição usando painéis genéticos

Letícia Falquetti – CRN3: 53265
Nutricionista com mestrado em patologia experimental pela USP
Experiência Clínica em dietoterápico adulto e fitoterapia, trabalhando principalmente com antioxidantes e câncer de cólon
Cursa especialização em genética com ênfase em prescrição usando painéis genéticos