Muitos pacientes seguem planos alimentares bem estruturados, mas ainda assim não conseguem perder peso ou controlar o apetite. Isso não significa falta de disciplina ou força de vontade. A explicação pode estar em um fator pouco explorado nos atendimentos tradicionais: a genética.
O DNA influencia diretamente o metabolismo, a resposta a nutrientes e até o comportamento alimentar — incluindo padrões de compulsão, saciedade e armazenamento de gordura. Entender essas predisposições é o que permite ao profissional de saúde oferecer estratégias nutricionais realmente eficazes e personalizadas.
O Papel dos Genes no Emagrecimento e no Comportamento Alimentar
Aqui, seguem apenas 3 exemplos de genes que afetam o resultado da tentativa dos pacientes em emagrecer:
FTO (rs9939609) — O Gene da Obesidade
Um dos genes mais estudados em obesidade, o FTO está relacionado à regulação do apetite e à preferência por alimentos calóricos.
- Variantes de risco (A/A): menor saciedade, maior ingestão energética e acúmulo de gordura.
- Impacto clínico: dificuldade em manter dietas restritivas sem suporte comportamental adequado.
MC4R (rs17782313) — Apetite e Gasto Energético
O MC4R atua no sistema nervoso central controlando apetite e gasto energético.
- Variantes de risco: favorecem compulsão alimentar e preferência por alimentos altamente palatáveis.
- Impacto clínico: episódios de comer por prazer, baixa resposta à saciedade.
TCF7L2 (rs7903146) — Controle Glicêmico e Fome Rápida
Esse gene está associado ao metabolismo da glicose e à sensibilidade à insulina.
- Variantes de risco: maior oscilação glicêmica e fome precoce após refeições ricas em carboidratos.
- Impacto clínico: risco aumentado de resistência à insulina e benefício com dietas de baixo índice glicêmico.
Por Que a Dieta Pode Falhar?
Planos alimentares padronizados e recomendados de forma massiva ignoram fatores genéticos que influenciam, por exemplo:
- Como cada organismo armazena e queima gordura (ex.: gene PPARG)
- A presença de inflamação crônica que altera o metabolismo (ex.: genes TNF-A e IL-6)
- O ritmo circadiano (ex.: gene CLOCK), que regula o metabolismo ao longo do dia
O resultado é simples: o que funciona para um paciente pode ser ineficaz para outro — ou até piorar episódios de compulsão alimentar e frustração.
Como a Genética Pode Transformar o Atendimento
Ao identificar o perfil genético, o profissional de saúde consegue:
- Adequar o tipo de dieta ao metabolismo individual
- Definir estratégias comportamentais mais eficazes para adesão
- Prescrever suplementos e nutrientes sob medida
- Trabalhar a saciedade com alimentos funcionais e horários estratégicos
- Reduzir o efeito sanfona e melhorar os resultados de longo prazo
Conclusão: O DNA Como Guia no Emagrecimento Sustentável
O caminho para um emagrecimento duradouro e para o controle da compulsão alimentar começa com autoconhecimento genético.
Com os testes da DGLab, profissionais da saúde compreendem fatores invisíveis aos protocolos tradicionais e conseguem planejar intervenções mais seguras, assertivas e personalizadas.
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Sugestão de Leitura Complementar no Blog DGLab
Por que as Dietas Tradicionais Falham? E o que a Genética Tem a Ver com Isso? https://dglab.com.br/blog/por-que-as-dietas-tradicionais-falham-e-o-que-a-genetica-tem-a-ver-com-isso/
Qual a Relação entre Nutrição de Precisão e Genética https://dglab.com.br/blog/qual-a-relacao-entre-nutricao-de-precisao-e-genetica/#:~:text=A%20conex%C3%A3o%20entre%20gen%C3%A9tica%20e,a%20diferentes%20tipos%20de%20alimentos
Genética, Alimentação e Saúde Mental: a Ciência por Trás da Relação entre Genes e Bem‑Estar Mental
https://dglab.com.br/blog/genetica-alimentacao-e-saude-mental-a-ciencia-por-tras-da-relacao-entre-genes-e-bem-estar-mental/
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