Gene: MMP-3 (rs679620)

Nome: Metaloproteinase 3 de matriz

Função: responsável por uma enzima que realiza a remodelagem da matriz extracelular, controlando sua integridade a partir da ação catalítica em elementos como o colágeno, um dos principais formadores da matriz. A alta expressão desse gene leva a uma maior produção enzimática, levando a um maior risco de lesões.

Possíveis genótipos para o gene MMP-3

G/G e A/G

Pessoas com esse genótipo têm maior atividade enzimática de MMP3, inferindo maior risco de lesões em tecidos moles, principalmente no tendão calcâneo (“tendão de Aquiles”).

A/A 

Esse genótipo indica menor atividade da enzima MMP-3, inferindo menor risco de lesões, especialmente no tendão calcâneo.

Gene MMP-3 e o risco de lesão

As metaloproteinases (MMPs) são um grupo de enzimas (endopeptidases) que atuam na degradação dos componentes da matriz extracelular (MEC), que é formada por colágeno, fibronectina, proteoglicana e outras substâncias que constituem ligamentos e tendões.

A MEC auxilia na propagação de forças geradas pelos músculos, contribuindo para a proteção dos ligamentos e tendões contra lesões. Como necessita de uma renovação constante, a MEC é remodelada, sendo a ação das MMPs cruciais para isso, podendo auxiliar positivamente ou negativamente, dependendo da sua atividade.

Uma dessas enzimas é a metaloproteinase 3 que é produzida a partir do gene MMP-3. O alelo G deste gene (rs679620) aumenta a atividade de degradação da MEC dos ligamentos e tendões, criando menor eficiência desses tecidos em suportar o esforço físico. Assim, há o aumento do risco de lesões, principalmente do tendão calcâneo (ou de Aquiles) e do ligamento cruzado anterior (LCA), sendo os indivíduos com genótipos GG e AG os mais suscetíveis.

Assim, os portadores desses genótipos devem realizar aquecimentos com baixa intensidade (caminhada, corrida leve e musculação com baixa carga), permitindo a elevação da temperatura dos tecidos (músculos, ligamentos e tendões) que serão exercitados. Isso ajuda a reduzir o risco de desenvolvimento de lesões durante a realização dos exercícios físicos.

Outra recomendação para evitar que as lesões aconteçam é realizar sempre a progressão das cargas de treinamento de maneira gradual, com o intuito de evitar a utilização dos tecidos envolvidos no exercício sem que tenha tido tempo adequado para a adaptação da carga que será utilizada.

REFERÊNCIAS

Navarro et al. A participação das metaloproteinases da matriz nos processo fisiopatológicos da cavidade bucal. Revista de Odontologia da UNESP, 2006.

September et al. Application of Genomics in the Prevention, Treatment and Management of Achilles Tendinopathy and Anterior Cruciate Ligament Ruptures. Recent Patents on DNA & Gene Sequences, 2012.

Khoury et al. MMP3 and TIMP2 gene variants as predisposing factors for Achilles tendon

pathologies: Attempted replication study in a British case–control cohort. Meta Gene, 2016.

Lulinska et al. Are MMP3, MMP8 and TIMP2 gene variants associated with anterior

cruciate ligament rupture susceptibility? Journal of Science and Medicine in Sport, 2019.