O gene MCM6 está associado à intolerância a lactose. Confira neste artigo como é esta relação e quais são os genótipos possíveis para o gene.

Gene: MCM6

Nome: Componente 6 do complexo de manutenção de minicromossomo

O gene MCM6 é o gene responsável pelo controle da expressão do gene LCT, que codifica a enzima lactase, que realiza a digestão da lactose. Variações nesse gene podem ativar mais ou menos o gene LCT para a produção de lactase.

O gene MCM6 é responsável pelo controle da expressão do gene LCT, que codifica a lactase, enzima que realiza a digestão da lactose. Variações no gene MCM6 fazem com que o gene LCT seja ativado de forma mais ou menos intensa, o que reflete diretamente na quantidade de lactase produzida.

Genótipo C/C para o gene MCM6

Os indivíduos que possuem o genótipo C/C não produzem ou produzem pouca quantidade da enzima lactase, o que pode levar à intolerância à lactose.

Genótipo C/T ou T/T

Os indivíduos que com genótipos C/T ou T/T para o gene MCM6 produzem quantidades suficientes da enzima lactase, permitindo a digestão adequada da lactose.

O MCM6 e a Intolerância à Lactose

O gene LCT é o verdadeiro responsável pela produção da lactase, a enzima responsável pela digestão da lactose. Alterações nesse gene poderão levar à ausência da produção de lactase, prejudicando completamente a digestão da lactose, levando a um quadro conhecido como “Deficiência Congênita da Lactase”. No entanto, as alterações nesse gene são muito raras, sendo bastante perceptíveis já em recém-nascidos.

Porém, a capacidade do gene LCT em produzir lactose é regulada pelo gene MCM6. Isto quer dizer que de acordo com a informação contida no gene MCM6, ele poderá ativar mais intensamente ou menos intensamente a expressão de LCT para produzir lactase. E isso acontece na vida adulta.

Quando a lactose não é digerida pela falta ou redução da enzima (lactase), ocorre um acúmulo dela no organismo, fazendo com que as bactérias próprias do nosso intestino a fermentem, causando sintomas característicos, como mal-estar, flatulência, diarreia, desidratação, distensão e dores abdominais. Além disso, pela má digestão dos produtos lácteos, pode acontecer redução do aproveitamento de Cálcio pelo organismo.

REFERÊNCIAS:

Ingram et al. Lactose digestion and the evolutionary genetics of lactase persistence. Human Genetics, 2009.

Rasinperä et al.  A genetic test which can be used to diagnose adult-type hypolactasia in children. Gut, 2004.