Já imaginou seguir um plano alimentar que usa a genética como fonte de conhecimento? Bem, é justamente isso que as áreas de nutrigenética e de nutrigenômica se propõem a fazer, o que acabou ficando conhecido como “Dieta do DNA”.

O uso dessa abordagem permite que os profissionais da nutrição consigam elaborar condutas a partir do conhecimento das variantes genéticas que podem inferir as melhores escolhas alimentares.

Como cada pessoa é diferente da outra, a análise do DNA individual permite construir um planejamento alimentar distinto para cada pessoa.

No entanto, há que se considerar diversos fatores para que essa prática se torne realmente efetiva no planejamento dietético e possa trazer resultados.  

Quer saber quais são esses fatores e conhecer mais sobre o assunto? Então siga a leitura deste artigo.

Como e quando surgiu o termo “Dieta do DNA”?

É inegável que nas últimas décadas a área de genética sofreu uma enorme expansão, trazendo à tona informações preciosas sobre a influência dos genes em resposta aos alimentos. Assim, surgiu a expressão “Dieta do DNA”, que denota a prática em que se usa esse conhecimento para traçar recomendações alimentares.

Como se tratam de informações únicas, específicas para cada pessoa (já que as variações genéticas são distintas para cada um) os planos alimentares tendem a ser mais assertivos. Dessa forma, a famosa (e comum) “tentativa-e-erro” para ajustar as melhores condutas nutricionais a cada paciente fica de lado e dá lugar a indicações mais certeiras.

Ou seja, a “Dieta do DNA”, como ficou popularmente conhecida, tem como objetivo a personalização das dietas de acordo com a genética de cada indivíduo.

E o que a nutrigenética e a nutrigenômica tem a ver com isso?

Os conceitos de nutrigenética e de nutrigenômica podem ser conjuntamente resumidos como sendo a relação da genética com a nutrição. Em outras palavras, essas áreas do conhecimento estudam como os alimentos influenciam o organismo de cada pessoa de acordo com as informações contidas no DNA de cada uma delas.

E esses dados individuais são frutos de análise laboratorial, no qual equipamentos específicos de genética molecular geram resultados analisados por especialistas. Esses resultados identificam quais variáveis que cada indivíduo carrega, revelando a sua resposta aos nutrientes.  

Cada empresa desenvolve seus testes voltados para identificar características específicas. A exemplo disso, nós da DGLab desenvolvemos testes baseados em genes que têm real impacto na prática clínica nutricional – esses testes popularizaram-se como testes nutrigenéticos.

Dessa maneira, é possível identificar como cada um reage à alimentação, trazendo, dentre outras, inferências sobre:

  • Capacidade de metabolização de carboidratos e gorduras saturadas;
  • Predisposição a desenvolver dislipidemia, diabetes mellitus tipo 2, hipertensão e obesidade;
  • Necessidades de vitamina D e vitamina B;
  • Comportamento alimentar (como compulsão e saciedade);
  • Resposta inflamatória;
  • Necessidade de ômega-3;
  • Necessidade de antioxidantes e capacidade de detoxificação;
  • Sensibilidade ao glúten, álcool e cafeína;
  • Intolerância à lactose

Então basta a análise de DNA para inferir a dieta ideal? 

Muitas pessoas, leigas ou profissionais, pensam que a análise do DNA é a resposta-chave para tudo, e que a “Dieta do DNA” é uma solução definitiva e isolada. A verdade é que isso não é bem assim

A genética é mais um importante instrumento para que os profissionais de nutrição consigam atingir um plano alimentar personalizado, mas ele sozinho não responde a todas as questões necessárias para elaborar esse plano. 

Apesar de munir o profissional de nutrição com informações relevantes, há que se considerar uma anamnese completa (a tradicional!), além de exames bioquímicos e outros parâmetros essenciais que fazem parte da prática nutricional para que a tomada de decisão seja a mais adequada.

Além disso, vale ressaltar que a “Dieta do DNA” não é algo relacionado somente ao objetivo de emagrecimento. Carências nutricionais, sensibilidades alimentares, tratamento de certas condições clínicas, adequação de cardápios e ganhos de performance (no caso de praticantes de atividades físicas e esportes) são exemplos do potencial mais amplo do que a análise do DNA pode providenciar.

O que se deve considerar quando se fala em “Dieta do DNA”?

Primeiramente, quando se busca por informações detalhadas no DNA pra inferir um plano alimentar, é imprescindível a atuação de um profissional habilitado e capacitado para utilizar essas informações de maneira adequada – essa é a forma certa de se garantir o atingimento de objetivos desejados, além de melhorias na qualidade de vida.

Nesse contexto deve-se levar em conta que o DNA é uma parte considerável que infere como é a fisiologia individual, e como o organismo de cada pessoa se comporta. Porém, o estilo de vida que se leva tem uma influência tão importante quanto o DNA para determinar as características físicas e fisiológicas de cada um – e isso inclui, obviamente, a alimentação. 

Além do mais, os testes genéticos (incluindo os de nutrição) não fecham o diagnóstico clínico da pessoa, pois se trata de um teste preditivo. Isto é, ele infere a tendência (ou potencial) que o organismo possui para responder a determinada condição – dessa maneira, ele pode ou não determinar qual a condição atual de saúde do paciente.

Com relação à realização do teste genético, existem diversas formas de fazê-lo, mas a DGLab segue basicamente um processo bem simples, que envolve as seguintes etapas:

  1. Coleta da amostra de saliva junto a um profissional parceiro;
  2. Envio da amostra ao laboratório; 
  3. Análise do DNA pelo laboratório, e elaboração do laudo;
  4. Entrega de resultados online via email.